Nome completo

Adhemar Ferreira da Silva

Nacionalidade

BRA

Nascimento

29/9/1927

Local

São Paulo

Morte

12/1/2001

Local

São Paulo

Altura

1,78m

Ouro

2

Prata

0

Bronze

0

Total

2

Participações

Londres 1948

Helsinque 1952

Melbourne 1956

Roma 1960

Histórico olímpico

Salto Triplo - 1948: 8º lugar; 1952: ouro; 1956: ouro; 1960: 14º lugar

Recordes mundiais

16,00 m (1950); 16,01 m (1951); 16,05 m (1952); 16,09 m (1952); 16,12 m (1952); 16,22 m (1952); 16,56 m (1955)

Outras conquistas

Tricampeão pan-americano em 1951, 1955 e 1959

Primeiro brasileiro bicampeão olímpico e primeiro atleta tricampeão pan-americano no salto triplo, o paulistano Adhemar Ferreira da Silva é integrante do Hall da Fama do Atletismo e uma lenda de seu esporte. Filho de uma lavadeira e um ferroviário, começou a carreira por acaso, aos 17 anos, quando assistia por curiosidade a um treino no estádio do Canindé, em São Paulo. Foi convidado a tentar um salto e conseguiu 12m90, marca espantosa para quem nunca havia praticado a prova – ele treinava salto em altura e em distância. Jamais alguém havia superado a marca de 11 m na primeira tentativa. Treinado por Dietrich Gerner, seu técnico até o fim da carreira, tornou-se campeão paulista no mesmo ano, com marca de 14m77.

A carreira olímpica era inevitável para um atleta com ascensão tão rápida. Foi oitavo colocado em Londres 1948, apenas um ano depois de seus primeiros saltos. O auge aconteceu nos Jogos de Helsinque 1952 e Melbourne 1956, quando conquistou suas duas medalhas de ouro olímpicas, quebrando duas vezes o recorde mundial e outras duas estabelecendo a melhor marca olímpica. Na Austrália, onde competiu com dor de dente por causa de problema de canal, ganhou o apelido dos jornais locais de Canguru Brasileiro. Em 1960, foi apenas 14° colocado e descobriu depois que sua queda de rendimento acontecera porque estava com tuberculose.

Arquivo Histórico do São Paulo FC

Muito identificado com o São Paulo, o clube tem em seu escudo duas estrelas douradas em homenagem aos recordes mundiais conquistados nas Olimpíadas de 1952 e nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México 1955. Aliás, Adhemar estabeleceu o recorde mundial seis vezes, quatro delas em Helsinque. No mesmo ano de 1955, deixou o clube para treinar no Vasco porque havia recebido um convite para ser colunista do jornal “Última Hora”. Adhemar era inteligente e culto. Formou-se em direito, belas artes, relações públicas e educação física. Falava inglês e francês, foi adido cultural do Brasil na Nigéria e fez parte do elenco de “Orfeu Negro”, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1959 e do Oscar de filme estrangeiro no ano seguinte.

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