Nacionalidade

RUS

Nascimento

16/11/1971

Local

Lesnoy

Altura

2,00m

Ouro

4

Prata

5

Bronze

0

Total

9

Participações

Barcelona 1992

Atlanta 1996

Sydney 2000

Atenas 2004

Histórico olímpico

1992 [ouro] [50 m livre, 100 m livre] [prata] [4 x 100 m livre, 4 x 100 m medley] 1996 [ouro] 50 m livre, 100 m livre [prata] 4 x 100 m livre, 4 x 100 m medley 2000 [prata] [100 m livre]

Outras conquistas

Seis títulos mundiais e recordista mundial dos 50 m e 100 m livre

Ele foi um dos maiores velocistas que já estiveram em uma piscina olímpica. Como o gigante Michael Phelps, o russo Alexander Popov tinha medo de água ainda quando criança e só foi para as aulas de natação depois de muita insistência do pai. O resultado foram nove medalhas olímpicas e um bicampeonato nos 50 m e 100 m livre.

A trajetória olímpica de Popov começou em 1992, em Barcelona, onde chegou sem chamar muito a atenção. Embora fosse o atual campeão europeu dos 100 m livre, nos 50 m livre o mundo só olhava para os americanos Matt Biondi e Tom Jager, que dominavam as piscinas desde a segunda metade dos anos 1980 e, juntos quebraram o recorde mundial nove vezes. Terminaram  ambos atrás do russo, que estabeleceu novo recorde olímpico.

Alexander Popov na piscina em Atlanta 1996

Arquivo/COI

Popov em Atlanta, onde conquistou em 1996 os bicampeonatos olímpicos dos 50 m e 100 m livre

Se apareceu para o mundo em Barcelona, foi também na cidade espanhola que o russo teve seu último e inesperado brilho na carreira: em 2003, já aos 31 anos, conseguiu um feito espetacular ao ficar com os títulos mundiais dos 50 m e 100 m livre. No ano seguinte, encerraria a trajetória olímpica sem medalhas em Atenas 2004 – a equipe russa foi quarta colocada nos revezamentos 4 x 100 m livre e medley.

Popov foi o atleta que eu mais admirei e o que mais me irritou, porque era praticamente invencível

Gustavo Borges , prata nos 100 m livre em Barcelona 1992

A melhor marca de Popov nos 50 m livre foi de 21s64 e uma boa parte de seu talento vinha das pernas. Sem usar os braços, apenas batendo as pernas, conseguia fazer a distância em incríveis 27 segundos. Sua carreira foi marcada não apenas por conquistas, mas por superação: um mês depois de conseguir o bicampeonato olímpico nos 50 m e nos 100 m livre, foi esfaqueado e teve ferimentos em um rim e um pulmão. Mesmo depois disso ainda conquistaria mais uma medalha olímpica e sete em mundiais.

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