Nome completo

Ryoko Tamura-Tani

Nacionalidade

JAP

Nascimento

6/9/1975

Local

Fukuoka

Altura

1,46m

Ouro

2

Prata

2

Bronze

1

Total

5

Participações

Barcelona 1992

Atlanta 1996

Sydney 2000

Atenas 2004

Pequim 2008

Outras conquistas

Sete vezes campeã mundial

Ryoko Tamura era ainda uma adolescente de 15 anos quando colocou no peito a medalha de bronze da categoria -48 kg no Campeonato Mundial de judô disputado em Barcelona. No ano seguinte, em 1992, subiu um degrau e conquistou a prata nos Jogos Olímpicos, disputados também na cidade espanhola. Era apenas o início da carreira notável de uma das melhores judocas de todos os tempos.

Ryoko Tamura na final em Atlanta 1996

Arquivo/COI/Allsport

Ryoko Tamura na final em Atlanta 1996: segunda prata consecutiva fez críticos falarem em "maldição"

Com apenas 1,46 m de altura, a atleta japonesa levou para casa medalhas em todas as cinco olimpíadas que disputou, duas delas de ouro. Foram quatro anos sem sofrer uma derrota sequer a partir do bronze em Barcelona, incluindo neste período os dois primeiros de seus sete títulos mundiais. A sequência chegou ao fim apenas na final olímpica de Atlanta 1996, quando foi derrotada pela norte-coreana Kye Sun-Hui. A falta de um ouro nos Jogos fez com que fosse criticada pela imprensa do seu país, que classificou como maldição as derrotas em Olimpíadas. Quatro anos depois, a judoca conseguiu o que esperava há quase uma década: conquistou em Sydney 2000 o primeiro de seus dois ouros consecutivos, quando já era tetracampeã mundial. Estabeleceu depois da derrota em Atlanta um novo período de domínio: 11 anos sem sofrer uma derrota sequer.

Sua impressionante performance em um dos mais populares esportes do Japão fez de Ryoko uma estrela no país: virou personagem de game e de mangá, as tradicionais histórias em quadrinhos japonesas. Seu casamento com o astro do beisebol Yoshitomo Tani foi transmitido ao vivo e estima-se ter custado US$ 3 milhões. Eleita deputada em 2010, virou representante importante da política japonesa e idolatrada pela forma como conduziu esporte, vida pública e familiar – Ryoko tornou-se mãe pouco antes de encerrar a carreira olímpica com um bronze em Pequim 2008. Segundo o jornal americano “The New York Times”, “aos olhos do mundo, acabou com o estereótipo a respeito da mulher japonesa, de que é submissa depois do casamento e da maternidade”.

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