Nome completo

Sergei Alexandrovich Belov

Nacionalidade

URSS

País de origem

RUS

Nascimento

23/1/1944

Local

Nashchyokova

Morte

3/10/2013

Local

Perm

Altura

1,90m

Ouro

1

Prata

0

Bronze

3

Total

4

Participações

Cidade do México 1968

Munique 1972

Montreal 1976

Moscou 1980

Histórico olímpico

[1968] bronze [1972] ouro [1976] bronze [1980] bronze

Outras conquistas

Bicampeão mundial e tetracampeão europeu

Da estreia do basquete nos Jogos Olímpicos, em Berlim 1936, até Seul 1988, a última edição antes que acabasse a Guerra Fria, apenas uma seleção foi capaz de desafiar a quase invencível seleção dos EUA. A União Soviética era a grande rival americana não apenas no cenário geopolítico, mas também nas quadras. E nestas décadas, foi o lendário armador Sergei Belov quem simbolizou a força do basquete de seu país.

Belov, que morreu aos 69 anos em 2013, foi eleito em 1991 pela Fiba (Federação Internacional de Basquete) o melhor jogador europeu de todos os tempos. Foi também o primeiro jogador de seu continente a entrar para o Hall da Fama da modalidade. Campeão olímpico, bicampeão mundial e tetracampeão europeu, Belov fez 20 pontos e foi cestinha do mais famoso jogo de basquete já disputado nos Jogos, a final de Munique 1972.

Sergei Belov com a tocha olímpica em Moscou 1980

Arquivo/COI

Sergei Belov corre com a tocha antes de acender a pira olímpica na abertura de Moscou 1980

Os EUA chegaram à Alemanha depois de ficarem com o ouro nas sete edições olímpicas anteriores. Jamais haviam sofrido uma derrota sequer em 63 jogos. A decisão colocou à frente americanos e soviéticos e, numa decisão até hoje polêmica, os EUA conheceram sua primeira derrota olímpica.

Os EUA venciam a partida por 50 a 49 a três segundos do fim, mas por duas vezes a União Soviética “voltou” para a partida. Primeiro, uma perda da posse de bola foi revertida porque seu técnico teria pedido tempo. Depois, o secretário-geral da Fiba, William Jones, ordenou que o cronômetro voltasse para três segundos, não um. Foi o bastante para que os soviéticos virassem para 51 a 50. Os americanos jamais reconheceram ou aceitaram a medalha de prata, alegando que foram prejudicados pelas decisões do fim da partida.

Belov disputou em 1980 sua última edição olímpica, quando conquistou sua quarta medalha – a terceira de bronze – e acendeu a pira na cerimônia de abertura. Depois tornou-se técnico, levando a seleção da Rússia a dois vice-campeonatos mundiais (1994 e 1998). Foi campeão nacional pelo CSKA (1982) e pelo Perm (2001).

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