Diferentemente da ginástica artística, a ginástica rítmica é uma modalidade recente praticada exclusivamente por mulheres desde o início do século 20. Originária da Europa central e da Suécia, inicialmente foi chamada de ginástica moderna e nasceu de uma combinação de técnicas de movimentos, terapias respiratória e de relaxamento e dança clássica.

A modalidade buscava criar um movimento renovador que tivesse diferença para os sistemas e métodos da ginástica artística. Seu principal objetivo foi divulgar e difundir as novas técnicas por meio de demonstrações realizadas principalmente na Alemanha, Áustria, Suécia e Suíça.

Conjunto soviético em Helsinque 1952

Reprodução/YouTube

Conjunto soviético em Helsinque 1952, quando a ginástica rítmica foi esporte de demonstração

A evolução da modalidade intensificou-se durante os Jogos Olímpicos de Londres 1948, quando os países que disputaram as competições de ginástica artística tiveram de participar de dois eventos por equipes em um aparelho escolhido livremente e de mãos livres, com acompanhamento musical.

No Brasil, modalidade foi trazida por uma professora húngara na década de 1950

Durante o 41º congresso da FIG (Federação Internacional de Ginástica), em 1962, o novo esporte foi reconhecido como modalidade independente. No ano seguinte, na Hungria, aconteceu o primeiro mundial de ginástica rítmica. Em 1972, a ginástica moderna passou a se chamar ginástica rítmica desportiva (GRD) e em 2003 adotou o nome atual: ginástica rítmica. Em vez dos grandes aparelhos fixos da ginástica artítica, são manipulados cinco aparelhos móveis e leves: corda, bola, arco, fita e maças.

No Brasil, os primeiro registros datam da década de 1950, quando a modalidade foi apresentada ao País pela húngara Ilona Peuker. Em 1956, a professora fundou o Grupo Unido de Ginastas, primeira equipe brasileira de ginástica rítmica, e posteriormente realizou os primeiros campeonatos da modalidade

A búlgara Maria Gigova, uma das maiores ginastas de todos os tempos

Arquivo Nacional da Holanda

A ginasta búlgara Maria Gigova se apresenta com o arco em 1973, ano do seu terceiro título mundial

A primeira competição nacional aconteceu em 1971, em evento promovida pela extinta CBD (Confederação Brasileira de Desportos), e reuniu atletas das federação fluminense, carioca (na época, o estado do Rio de Janeiro e da Guanabara eram separados) e mineira.

História olímpica

Houve duas experiências olímpicas da ginástica rítmica antes de sua inclusão no programa dos Jogos. Em Londres 1948, foram realizados dois eventos por equipes do que era chamada então de ginástica moderna. Quatro anos mais tarde, em Helsinque, a ginástica rítmica foi incluída como esporte de demonstração. Mas a entrada definitiva da modalidade só aconteceu em Los Angeles 1984, sempre em provas individuais e de conjunto.

Conjunto russo na Rio 2016

COI

Na Rio 2016, a Rússia conquistou a quinta medalha de ouro seguida na disputa por conjuntos

As equipes são compostas por cinco ginastas e os países que não conseguirem classificar para as competições de conjunto podem enviar até três ginastas para as provas individuais. A ginástica artística é uma das duas modalidades olímpicas voltadas exclusivamente para as mulheres – a outra é o nado sincronizado.

A grande força da modalidade nos Jogos Olímpicos é a Rússia, que desde as Olimpíadas de Sydney 2000 ganhou todas as medalhas de ouro, tanto na disputa individual quanto em conjunto.

O Brasil fez sua estreia olímpica na ginástica rítmica em 1984, com um 24° lugar de Rosana Favila na disputa individual. Na prova de conjunto, que foi realizada pela primeira vez em Atlanta 1996, as brasileiras estrearam em Sydney 2000, terminando na oitava posição em um total de dez países participantes.

A brasileira Natália Gaudio na Rio 2016

Flávio Florido/Exemplus/COB

A brasileira Natália Gaudio durante a disputa individual na Rio 2016

Fonte: COI (Comitê Olímpico Internacional), COB (Comitê Olímpico do Brasil), FIG (Federação Internacional de Ginástica), CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) e site oficial de Ilona Peuker.

Bikpek

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